terça-feira, 13 de novembro de 2012

FIM


A mímesis catártica de uma ilusão.
Na sombra do abismo, o fim.
No pranto materno, o começo.

Morte e vida.
Vida e morte.

No fim, inevitavelmente, dor.
De uma vida inteira.
De laços esperançosos.
De um fim...

Na arte derradeira da despedida, uma flor.
Sem pétalas.

A angústia do não... Não é possível! Não é passível!

A contagem melancólica das passagens.
Do tempo.
Apenas um voo solitário em sua complexa coletividade.
A vida.

goodbye

Eu descobri que a saudade que eu sinto de você não existe.

Simplesmente porque você não é mais quem era.
A saudade é a vontade de tornar o passado presente.
Mas é impossível!

Você estava.

Agora era.

Se foi para nunca mais...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

o tempo é uma contagem melancólica das passagens...

se lembra?

domingo, 12 de junho de 2011

o fim anuncia um novo pôr do sol

sexta-feira, 6 de maio de 2011

o amor é efêmero
o tempo, preciso

la sangre

Borboleta furta-cor
Azul quando bonita
Roxa quando dor

Não roxa, não, querida
Amarelo e laranja
Pra quem não sabe amar

sábado, 16 de abril de 2011

nunca mais ?

Que angústia dinamite!
Vem da folha, do palpite
Do pensar extremo
Seu olhar, me lembro...

O vento no cabelo
O sol, ainda cedo
Mão
Som
Mar

o sonho do mago
woodstock amargo
a lama a pintar
fumaça azular

neblina nebulosa
artéria aorta
pulsante desalento
quem sabe um dia...